25 anos
Intérprete, produtore e atendente
Grajaú, São Paulo, SP
Desde cedo, Rô sabia que queria ser artista. Como consequência de sua paixão pelo teatro, formou-se na área aos 20 anos. Como pessoa trans não binária, encontrou sentido ao unir o seu ativismo pessoal com o trabalho artístico. Fez diversos trabalhos em produção de eventos, além de trabalhar com a dança, as artes circenses e a atuação. Entende que todas essas experiências capacitaram sua comunicação e moldaram o seu corpo.
Nem sempre a arte foi suficiente para que Rô se sustentasse, sendo necessário manter algum trabalho extra. Já foi atendente de telemarketing, ao mesmo tempo em que atuava com educação na biblioteca da Fábrica de Cultura do Jardim São Luiz. Com a pandemia, os trabalhos artísticos tornaram-se cada vez mais escassos, o que fez com que passasse a trabalhar com atendimento ao cliente em uma plataforma de aluguel e venda de casas em regime CLT.
É integrante da Todes, uma das maiores ONGs LGBTQIA+ do país, onde fez trabalhos de forma voluntária e também produziu grandes eventos na condição de microempreendedor individual (MEI).
Rô se entende como artista, independentemente de estar atuando na área e sonha em trabalhar com inclusão social em empresas.
Com clareza de onde quer chegar e consciente do seu papel no mundo, Rô nos fala sobre formas possíveis de incorporar uma luta pessoal – que é também coletiva – à sua trajetória profissional.
