23 anos
Educadora popular
Parelheiros, São Paulo, SP
Nascida em Santo André e moradora de Parelheiros, Rafaela começou a trabalhar aos 16 anos como voluntária da ONG A Casa do Meio do Caminho. Recebia uma ajuda de custo que usava para o sustento do filho ainda bebê. Nessa instituição descobriu a paixão por trabalhos sociais, o que a levou a se tornar educadora popular e ingressar na graduação em Pedagogia, que em breve concluirá.
Avalia que o trabalho no Terceiro Setor ainda é muito desvalorizado, com baixos salários e ausência de direitos trabalhistas. Por duas vezes saiu da ONG em que trabalhava para assumir outros empregos em regime CLT – a primeira em um restaurante e a segunda em um Centro de Criança e Adolescente (CCJ) – mas não se adaptou em nenhum deles. Retornou para a ONG na qual iniciou a carreira e lá está até hoje, na função de gestora.
Mulher negra e mãe na adolescência, Rafaela participa de coletivos que a representam: Coletivo Encrespad@s, que pauta a questão racial; O Berço, sobre gestação na adolescência, além do Mães Mobilizadoras, que apoia as mulheres que são mães.
Sonha que o futuro das profissões seja mais responsável com o bem-estar das pessoas – um futuro em que falar das emoções no ambiente de trabalho e cuidar da saúde mental não sejam vistos com preconceito.
Partindo de sua luta diária para combinar estudos, trabalho e maternidade, Rafaela engajou-se em diversas ações para melhorar a vida de jovens mães negras.
