MICHELE POLLINI FRANCISCO

29 anos

Bombeira e auxiliar administrativa

Jardim Santa Adélia, São Paulo, SP

A busca por uma profissão gratificante sempre a acompanhou. Iniciou a carreira ainda adolescente como auxiliar administrativa, exercendo funções diversas em uma quadra de futebol onde toda a sua família trabalhava. Ali atuou na recepção, com faxinas e até na gerência do espaço.

Com o apoio do patrão, ingressou na faculdade de Direito, onde percebeu que quem tem mais poder econômico é favorecido pela lei, o que considera injusto. Decidiu então cursar algo que realmente gostasse: Educação Física. No período, trabalhou em academia de ginástica, fez dança e teatro. Por complicações na gravidez, ao que se seguiu uma separação conjugal e depressão pós-parto, trancou a faculdade.

Incentivada a fazer um curso de formação para bombeiros civis, conseguiu sair da depressão. Descobriu seu amor pela área, que alia o preparo físico com o cuidado à vida das pessoas. Trabalhou voluntariamente como bombeira e professora de dança para crianças pobres. Concluiu o curso e ainda incentivou outros parentes a ingressarem na carreira.

Michele conta com orgulho que o filho quer ser bombeiro como a mãe. Ainda mantém o sonho de ser professora de Educação Física quando retomar a faculdade.

Michele nos fala das injustiças e dos desafios vividos por muitas mulheres e, ao mesmo tempo, dos caminhos não lineares nos estudos, no trabalho e na vida familiar.

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