57 anos
Metalúrgico, geógrafo e gestor
Centro, Diadema, SP
Sua trajetória profissional teve início em 1978 em um banco privado, onde passou por várias funções, de office boy a supervisor de caixa, tendo integrado o sindicato dos bancários. Sonhava ser metalúrgico e por isso, aos 18 anos, fez curso de Ajustagem Mecânica e depois Tornearia. Saiu do banco em 1985 e ingressou em uma indústria, onde trabalhou no departamento pessoal e no de ferramentaria. Dois anos depois, ingressou no sindicato dos metalúrgicos do ABC, lugar que considera sua maior escola.
Sua guinada profissional ocorreu quando entrou na metalúrgica Conforja. Com a falência da empresa, os trabalhadores assumiram sua administração e criaram o sistema Uniforja, composto por três cooperativas. Arildo integrou uma delas, a Coopelife, e ali realizou o sonho de ser metalúrgico e dono dos meios de produção. Trabalhou por 32 anos na Uniforja, 13 deles na área administrativa, onde aprendeu a construir consensos.
No período, ingressou no ensino superior de Geografia. Também aprendeu sobre economia solidária em viagens para mais de 25 países, onde conheceu iniciativas bem-sucedidas. Em 2006, assumiu a presidência da Unisol, entidade de representação da economia solidária no Brasil. Saiu da Uniforja em 2019, e depois assumiu o cargo de diretor do Departamento de Economia Solidária da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Diadema.
Ainda sente saudade do tempo de metalúrgico cooperado. Quando olha sua mão cheia de calos, pensa no quanto essas marcas fazem parte de sua identidade.
Em relação ao futuro, preocupa-se com a falta de formação qualificada dos trabalhadores diante do desenvolvimento tecnológico acelerado. Sonha também em incorporar mais pessoas no trabalho coletivo não precarizado e ambientalmente responsável.
Arildo nos inspira a pensar em outros modos de trabalho e em um futuro mais justo, mais humano e mais solidário.
