48 anos
Músico e produtor musical
Asa Norte, Brasília, DF
Nascido e criado em João Pessoa, Adriano entendeu que trabalharia com música aos 18 anos, tocando com sua banda de death metal. Naquele momento já tinha um olhar de produtor musical, o que o levou a seguir esse caminho. Começou como autodidata e, com o passar do tempo, em conservatórios de nível técnico, estudou Teoria, Instrumento, Composição, Arranjo e Tecnologia Musical.
Em Brasília, sua rotina de trabalho envolve audições e ensaios, antes de chegar ao estúdio de fato. Pode passar dias ou semanas em uma única música ou um único álbum, dependendo da complexidade do trabalho.
A profissão não lhe dá retorno financeiro suficiente, sendo necessário complementar a renda com trabalhos extras como DJ. Intercala atividades de produtor, arranjador, instrumentista e compositor, pois nenhum deles sozinho garante o seu sustento. Boa parte do que recebe como produtor é reinvestido no próprio trabalho, sobrando pouco para as despesas básicas.
Sobre o futuro das profissões, conta que foi compositor da trilha sonora de um documentário – Palco de Lutas, de Iberê Carvalho – justamente sobre esse tema, em um paralelo com a história do sindicato dos bancários de Brasília.
Sua posição pessoal, porém, não é otimista. Como profissional negro, considera que estamos vivendo uma escravidão velada, com a precarização de direitos trabalhistas.
Com uma trajetória de dedicação não devidamente reconhecida, Adriano aponta a urgência do combate ao racismo e da valorização dos profissionais da cultura no país.
